Lívia
Acordamos tarde, com o sol já alto, insistente, atravessando as cortinas abertas. Não há pressa. O sábado parece ter sido criado exatamente para esse tipo de silêncio compartilhado, em que o mundo espera enquanto dois corpos ainda se reconhecem. O cheiro de Arthur, uma mistura inebriante de sândalo, sal marinho e pele, me envolve, um lembrete constante da noite que selou nosso pacto. Ele está de lado, um braço pesado sobre a minha cintura, a respiração profunda, tranquila. Fico alguns min