Narrado por Zeus Marino
A estrada para Otranto corta o Salento como uma cicatriz clara. De um lado, olivais antigos; do outro, o Adriático brilhando duro, feito lâmina. Ares escolheu o local a dedo, perto do mar que nos separa e nos une aos albaneses. Ele gosta dessas metáforas de chefe. Eu, não. Mar é só mar. O que importa é quem segura o leme quando o vento vira.
Viemos em dois carros. No meu, eu e Apolo. No da frente, Ares e dois capos. Nenhuma escolta ostensiva; só o necessário para não vir