Narrado por Zeus Marino
Enzo saiu do meu escritório sem fazer barulho. Quando a porta fechou, deixei as fotos sobre a mesa e fiquei olhando para o vazio por alguns segundos, como quem saboreia um gole de veneno só para decorar o gosto. A cidade chiava lá fora; a guerra, aqui dentro, fazia um silêncio que doía.
Léa.
Ela e Alonso, no porto, o envelope.
E eu idiota, não. Consciente que a levei para a beira do meu fogo duas vezes.
Respirei. Contei até cinco. Recolhi as fotos e as guardei numa pasta