Narrado por Apolo
O silêncio é estranho.
Depois de anos vivendo entre tiros, explosões e planos de vingança, acordar e ouvir apenas o vento batendo nas janelas é quase desconfortável. Quase. Porque logo sinto o cheiro do café vindo da cozinha e lembro que não estou sozinho. Que escolhi esse caminho. Que sobrevivi até aqui para isso.
Violeta canta baixo alguma música espanhola que não reconheço. A voz dela se mistura com o som da chaleira, o bater leve da colher contra a xícara. Eu fico parado a