Narrado por Viktor Barinov
As luzes do meu gabinete eram frias. Geladas como eu preferia. O silêncio era cortado apenas pelo tilintar do gelo no copo de uísque que eu segurava. O líquido dourado, refletindo a tela diante de mim, não fazia nada para apagar o gosto amargo da humilhação.
Francesca estava viva.
Não apenas viva. Estava sob proteção de Ares. Resgatada, amparada, acolhida. E ainda por cima, havia conhecido a neta. A filha de Leandra. Aquela criança que eu devia ter apagado do mund