Narrado por Léa
O relógio marcava pouco antes das seis da manhã quando Enzo estacionou o carro preto na frente do prédio. O motor ligado, o vidro escuro, o ar pesado de algo que não era apenas uma viagem, mas uma sentença.
Eu estava com Luc nos braços, enrolado em um cobertor cinza. Ele dormia tranquilo, alheio à guerra que já se formava ao redor dele. Zeus pegou minha mala com uma facilidade irritante, como se estivesse apenas movendo mais uma peça do jogo dele.
— Vamos, — disse, seco.
Não hav