Narrado por Zeus Marino
A casa acordou com um silêncio diferente — não o silêncio de quem descansa, mas o silêncio tenso de quem espera um trovão. Liguei o rádio por hábito; desliguei antes da primeira notícia. Não queria sons que parecessem confirmação. Preferia a realidade na minha frente: Léa no sofá, Luc enrolado em um cobertor, dormindo com a confiança brutal de quem ainda não calcule o mundo; Ares no escritório, já vestido para negociar; Apolo com o celular colado à orelha, vigilante.
Log