O ar dentro da fortaleza tornava-se cada vez mais sufocante à medida que Nick e o grupo avançavam pelos corredores. O cheiro de ferro e podridão impregnava as paredes, como se o próprio castelo estivesse vivo, respirando ódio e morte. O silêncio era enganador, pois atrás de cada curva eles sentiam a presença de olhos invisíveis.
Eva caminhava na frente, os dedos envoltos em chamas azuladas de magia ancestral. Seus lábios não paravam de murmurar cânticos em uma língua esquecida, repelindo as trevas que tentavam avançar. Nicole permanecia logo atrás, espada em punho, o olhar atento a qualquer movimento. Afonso e Jorda guardavam a retaguarda, ambos tensos, mas determinados.
Nick, no entanto, mal conseguia controlar a própria respiração. Seu coração batia como um tambor, porque sabia o que estava prestes a acontecer: encontrar Annabelle, Andreas e os gêmeos. O peso da responsabilidade queimava em seus ombros.
— Estamos perto — murmurou Eva, fechando os olhos por um instante. — Posso senti