CAPÍTULO 170.
Darina
Voltar ao estágio e não ver Warner foi como levar um soco no estômago sem aviso.
A ausência dele era uma presença constante em cada canto da sala. A mesa dele continuava arrumada, como se ele ainda estivesse ali, apenas atrasado.
Mas ninguém sabia de nada.
Ou fingiam não saber.
Ou talvez soubessem, mas tinham medo de falar.
Medo de Eliyahu.
Eu quis perguntar.
Quis sair gritando.
Mas eu não posso irritar Eliyahu.
E então... calei.
Voltei para casa.
Chorei no banho, chorei na cama.
Chorei por Warner, por mim mesma, pela covardia que me faz continuar calada.
E chorei porque gostei daquela noite.
Foi depois de tudo. Depois das fotos, depois do choque, depois do desespero.
Eu estava em frangalhos, e mesmo assim...
Quando ele me beijou, eu não resisti.
Quando me tocou, meu corpo respondeu.
Como se minha pele soubesse de cor o caminho das mãos dele.
Era como se ele tivesse me hipnotizado — ou pior, como se eu tivesse aceitado ser dele sem nem perceber.
Ele me carregou até o quarto, m