CAPÍTULO 138.
Darína.
Quando chego da escola, a primeira coisa que vejo na mesa da sala é uma urna cinza, com um bilhete apoiado ao lado. Reconheço a caligrafia de imediato: Eliyahu. Meus dedos tremem enquanto pego o papel.
> “Essas são as cinzas da sua mãe. Com carinho, Eliyahu.”
Fico parada por alguns segundos, o uniforme grudando no corpo por causa do calor, a mochila pendendo do meu ombro. Não sinto o chão. Não sinto nada. Só um peso invisível em cima de mim.
Pego o telefone e ligo pra Vera.
— Oi, mana..