CAPÍTULO 137.
A casa está mergulhada em um silêncio denso, como se até os móveis segurassem a respiração. Acabei de subir e já sinto o incômodo do tecido do terno contra a pele, sufocante como as máscaras sociais que sou obrigado a usar. Arranco a gravata com irritação, afrouxo os botões da camisa. Ainda ouço os passos dela hesitando lá embaixo, como se não quisesse que eu a ignora-se já que voltamos do shopping.
— Não descerei para jantar. Tenho trabalho para fazer. — foi o que disse, com a frieza calculad