CAPÍTULO 130.
Depois de quase uma hora andando naquele vento cortante que parece me esfolar os ossos, chego enfim à periferia de Baltiysk. Meu refúgio. Meu buraco. Meu castelo de um cômodo e sala com cheiro de derrota, mofo e abandono. Empurro a porta com o ombro e sou recebida com aquele cheiro agridoce de coisas velhas misturadas com umidade. Um cheiro que gruda nos pulmões e lembra a gente, todo santo dia, que existe coisa que morre em silêncio. Como minha mãe.
Assim que fecho a porta, o som da tranca res