— Ana cooper —
Tudo estava embaçado. Senti como se flutuasse fora do meu próprio corpo. Um zunido constante tomava conta dos meus ouvidos, como um sussurro distante, como ondas quebrando muito longe da praia. Mas havia vozes… vozes correndo, gritos, alguém chamando meu nome — desesperadamente.
“Senhorita… senhorita, me ouve? Consegue me ouvir?”
Os paramédicos estavam ali, eu sabia. Sentia as mãos correndo pelo meu corpo, apressadas, precisas. O cheiro de álcool, de sangue, de borracha queimada