O carro parou em frente à nova casa de Miguel — um esconderijo temporário em uma chácara nos arredores da cidade. Discreto, isolado, cercado por grades e árvores altas.
Ao entrar, Ana caminhou direto para o quarto, largando o casaco no caminho. Adam a seguiu, preocupado.
Ela se sentou à beira da cama, finalmente soltando o choro preso.
— Ela conhece meu rosto. Minha voz. Meus traços. — Ana apertou os próprios braços. — Se ela se infiltrar... se tomar meu lugar...
— Isso não vai acontecer. — Ada