A noite terminou como as melhores noites de Paris deveriam terminar: com vinho barato, frio leve no rosto e promessas silenciosas penduradas no ar.
Eu e Sophia saímos da galeria com os casacos fechados até o pescoço e os olhos brilhando. Ela não parava de falar — sobre as pessoas que elogiaram minha arte, sobre o som do violino no fim, sobre o bilhete que, segundo ela, era “o equivalente moderno a uma serenata”.
— Você tá apaixonada. — Ela me cutucou com o cotovelo. — Eu conheço esse olhar. É o