Nunca me vesti para uma galeria antes.
Quer dizer, sim — já estive em exposições, já admirei quadros com cara de quem entende alguma coisa. Mas expor? Ter uma parte sua presa a uma moldura para o mundo ver, julgar, sentir ou ignorar?
Era outra coisa.
Passei boa parte da sexta-feira encarando roupas no cabide como se alguma delas pudesse me transformar em alguém pronta. Como se existisse um vestido capaz de conter todas as camadas de medo e desejo dentro do meu peito.
— Escolhe o que faz você se