No dia seguinte à exposição, Paris parecia mais silenciosa do que nunca. Ou talvez fosse eu que estivesse mergulhada demais no barulho por dentro — aquele tipo de barulho que não assusta, mas te chama pra dentro.
Acordei tarde. Sophia já tinha saído e deixado um bilhete colado na cafeteira:
“A arte continua mesmo depois da moldura. Te encontro no fim da tarde, no bistrot da esquina. PS: Louis comeu seu marcador de página.”
Sorri. Peguei a caneca de cerâmica azul — minha preferida — e me sentei