A Casa Mancini dormia com os olhos abertos.
Naquela manhã, ninguém falava alto.
Ninguém andava sozinho.
E ninguém confiava em ninguém — exceto Lucia e Serena.
Na sala do conselho, Adriana cruzava os braços.
— Não é inteligente confiar em alguém cuja existência foi apagada por tanto tempo.
— E o que você sugere? — respondeu Lucia, fria.
— Que testemos Serena.
Com ações. Não com palavras.
Lucia encarou Adriana.
— Ela já provou lealdade com o próprio sangue.
— Talvez.
Mas a lealdade muda quando o