O soro pingava devagar no braço de Lucia.
A bala não atingira nada vital, mas a dor era constante, como se o corpo inteiro estivesse lembrando que viver tem preço.
Ao lado da cama, Serena não saía.
Sentada, de olhos inchados, segurava os dedos frios de Lucia como quem segura o fio da própria sanidade.
— Precisa descansar — disse Adriana, entrando devagar.
Serena não respondeu.
— Ela está viva. É o que importa.
— Ela só está viva porque eu cheguei tarde demais — sussurrou Serena.
Adriana encosto