A luz do entardecer entrava em faixas poeirentas pela janela da sala. O ar na casa estava parado, pesado com a antecipação do que estava por vir. Então, a campainha tocou. Não o tom suave para visitas, mas uma sequência de dois toques curtos e um longo.
Dan abriu a porta, e Érica Ryes entrou como uma lâmina. Vestia um terno cinza impecável que gritava autoridade, seus cabelos grisalhos presos em um coque severo. Seus olhos, da cor de granito, varreram a sala, pousando em cada rosto como um general avaliando suas tropas antes da batalha.
— Emily. Dan. Ryan — cumprimentou, com um aceno curto para cada um. Seu olhar, porém, demorou-se em mim. — Você parece… diferente.
— Acontecem coisas quando você é sequestrado por um império criminoso — respondi, mantendo a voz neutra.
Ela não sorriu.
— A Operação Fênix foi aprovada. Começamos ao anoitecer. Mas há uma decisão crítica a ser tomada. Com você. — Ela cruzou os braços. — Você volta? Ofici