Capítulo 88: amor de irmã

Desliguei a chamada e arranquei os fones de ouvido, como se eles queimassem. Eu havia acionado o aparato policial contra o homem que era, tecnicamente, meu sogro. Tudo por uma mulher que me rejeitara.

Ao sair do quarto, encontrei Astéria no corredor, encostada na parede, seus braços cruzados. Seus olhos, tão parecidos com os de Elysa, mas sem a mesma profundidade dilacerante, me observaram.

— Então é verdade — ela disse, sua voz um sussurro baixo. — Você vai derrubar meu pai.

— Silas te contou? — perguntei, sem surpresa.

— Ele não precisou. — ela respondeu, um fio de amargura em sua voz. — Elysa me mandou ficar aqui. Para te proteger. Ela achou que você estaria seguro longe de tudo isso. — Ela soltou uma risada curta e sem humor. — Ela subestimou você. E a sua… determinação.

Eu me aproximei dela, o coração batendo forte.

— E você, Astéria? — perguntei, minha voz baixa, mas carregada de intenção. — Você vai ajudar? Você vai ficar
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