Aleksei Vasiliev
A porta de metal cedeu com o ruído macio de uma garganta velha. Desci os degraus de pedra e deixei que a música grave me orientasse como um farol. A masmorra vivia debaixo da cidade como um coração escondido, vozes contidas, o estalo seco do ar cortado por coisas que não são dor, são precisão.
Eu escolhi um ponto alto na sombra, de onde via sem ser visto. Quando ela entrou, a casa respirou profano. Não foi aplauso. Foi ajuste. As pessoas se alinharam ao ritmo de Aurora como car