Helena
A madrugada mal começara e, mesmo assim, eu já sentia o peso dos olhos pesados sobre mim. Sentada no sofá da sala, o silêncio da casa contrastava com o turbilhão de pensamentos e sentimentos que me consumiam. Cada lembrança da noite anterior com Henry me vinha à mente como uma chama que queimava por dentro — intensa, perigosa, impossível de ignorar.
Foi quando o telefone tocou, quebrando o silêncio como um trovão. Com mãos trêmulas, atendi.
— Helena? — a voz do meu irmão mais novo soava