(Narrado por Helena)
Quando o telefone de Henry tocou, o som foi como um corte na escuridão ao nosso redor. A mão dele, que ainda segurava a minha, hesitou. Seu olhar mudou — um lampejo de urgência, de algo maior do que nós dois.
— Preciso atender — ele murmurou, afastando-se levemente.
Assenti, sentindo o frio voltar a ocupar o espaço onde antes havia calor.
Ele virou-se de costas, atendeu em voz baixa. Mas mesmo à distância, pude notar que algo havia mudado. O rosto de Henry ficou tenso. Os o