Mundo de ficçãoIniciar sessãoSinopse: Entre o Destino e o Desejo, uma alcateia em guerra busca sua Rainha. Ellen Lisboa carregava em seu ventre a chave para quebrar uma maldição secular. Com o nascimento de seu primeiro filho, o sangue mestiço finalmente alcança o poder da transformação, mudando para sempre a hierarquia dos lobos. Mas o milagre vem acompanhado de uma tragédia: no momento do parto, o bebê é levado por forças divinas, deixando Ellen mergulhada em um luto que ela se recusa a aceitar. Dividida entre dois mundos e dois homens, ela se vê no centro de uma disputa implacável. De um lado, Gabriel Treves, seu marido por direito e companheiro de alma, que reivindica um passado que ela não consegue recordar. Do outro, Roger Treves, o Alfa líder, cuja presença desperta nela uma paixão avassaladora e proibida. Enquanto Roger tenta protegê-la de segredos antigos e da inveja de inimigos como a sombria Rafaela, Ellen descobre que seu papel na alcateia vai além de ser apenas uma mãe ou esposa. Ela é a Rainha de uma linhagem celestial. Em um cenário de traições, milagres e o florescer de novos amores inesperados, Ellen precisará decidir se seguirá o laço do destino com Gabriel ou se entregará ao amor selvagem que sente por Roger, enquanto tenta recuperar o filho que a Deusa Luna lhe tomou. Poder, redenção e uma escolha que pode salvar ou destruir toda a alcateia.
Ler maisRoger estava completamente perdido em seus pensamentos enquanto andava de um lado para o outro na suíte do hotel. Ele estava imerso em seus dilemas internos, revisitando a memória de todas as mulheres que haviam passado por sua vida nos últimos anos e falhado no teste da transição.
**Lara Volga** fora a primeira. O sabor do seu sangue ainda estremecia em seu corpo. Ele não estava apaixonado, mas via nela o potencial para algo bonito; ela era doce e meiga. No entanto, a transformação em lobo foi dolorosa demais, e Lara não suportou a segunda fase do processo. **Ana Til** veio depois. Roger lembrava-se do seu cheiro e do sorriso que o fazia rir. Contudo, assim como Lara, Ana falhou na terceira fase. O coração de Roger se apertava ao recordar cada fracasso. **Rebeca Loures**, a terceira, não conseguiu sequer atravessar a primeira fase. O desespero de Roger crescia: encontraria ele a mulher certa, capaz de se tornar sua companheira eterna? Ellen era a próxima da lista. Roger ansiava para que ela fosse a escolhida com a **Marca do Anjo**, aquela que traria harmonia para sua vida e para o espírito das mulheres que ficaram pelo caminho. Enquanto caminhava, ele olhou para a cama. Ellen acordou e sentou-se, revelando suas costas bem torneadas e a pele alvo, parcialmente escondida pelos cabelos encaracolados que caíam em cascata. Ele lembrava do nariz perfeito, dos olhos azuis e dos lábios carnudos. A única coisa que parecia não harmonizar era o tom do cabelo castanho escuro com a clareza dos olhos, mas essa beleza única criava uma conexão inexplicável. Roger recordou-se da noite anterior, mas sua mente viajou mais longe, para nove meses atrás, em uma noite de amor que o fazia estremecer. Ele torcia para que ela fosse, finalmente, a **Escolhida da Lua**. — *"Lá vamos nós de novo"*, sussurrou Roger para seu lobo, **Verto. De repente, Ellen levantou-se e soltou um grito tão alto que Roger foi obrigado a tapar os ouvidos. Ela se enrolou rapidamente no lençol, com os olhos arregalados de terror. — Quem é você? — perguntou ela, em desespero. — O que estou fazendo aqui? Roger tentou se aproximar, mas ela recuava a cada passo. Ele não conseguia entender: como o **Cálice** não fizera efeito? Nunca, em milhares de anos, aquilo acontecera. — *"Eu sinto um cheiro diferente nela"*, alertou **Verto**. Roger ignorou o lobo por ora para não assustá-la ainda mais. — Olha, fica calma. Eu sei que está sendo difícil. Vá tomar um banho e relaxe; conversamos no café da manhã — disse ele, retirando-se antes que ela pudesse recusar. Ellen observou o homem sair. Ele era imponente, forte e esbelto. Ao sair, ele atendeu o celular falando em uma língua totalmente desconhecida e misteriosa. — *"Que homem!"*, sussurrou sua voz interior. Após uma ducha maravilhosa, Ellen encontrou sobre a cama arrumada um elegante terninho bege e uma maleta. Dentro, havia maquiagem, joias, seu passaporte, celular e um álbum de fotografias. Ao fundo, uma certidão de casamento. — Meu Deus! — sussurrou, perplexa. Ao folhear o álbum, viu-se ao lado do homem misterioso em vários momentos: Natal, aniversários e o próprio casamento. Até seu avô aparecia na maioria das fotos. Suas suspeitas se confirmaram: o acidente a fizera esquecer que era casada. Ao puxar a maleta, um bilhete caiu: > *"Café da manhã na Mesa de Lírio. Do seu amor, Roger."* > Ellen respirou fundo. Não sabia como dizer que não se lembrava dele. O melhor seria fingir que sabia de tudo até que sua memória voltasse. *"Pronto, está resolvido"*, pensou ela, sem imaginar que o destino de sua linhagem e a força de **Runa** estavam prestes a ser testados.2ª Temporada – Episódio 1: O Caminho Escolhido Robert levantou o olhar da escrivaninha, surpreso com a autoridade na voz da neta. Ele não respondeu de imediato; apenas estudou o rosto de Ellen, percebendo que algo profundo havia mudado. Com um gesto calmo, apontou para o sofá de couro no canto do escritório. — Sente-se, Ellen — disse Robert, com uma preocupação genuína vincando sua testa. — Você parece... diferente. Está se sentindo bem? — Estou perfeitamente bem, vovô — respondeu ela, sentando-se com uma postura impecável, os olhos brilhando com a consciência de **Runa**. — Melhor do que nunca. Robert apertou um pequeno sino de prata sobre a mesa. Em instantes, um funcionário apareceu na porta. — Sirva o nosso café aqui mesmo — ordenou o patriarca. — Temos muito o que conversar. Enquanto o aroma do café preenchia a biblioteca, Ellen não perdeu tempo. Ela expôs seus planos com uma clareza que deixou Robert atônito. — Desta vez, vovô, o destino é meu. Eu escolhi o meu cami
Ellen estava parada no centro do quarto, o silêncio da Mansão Lisboa sendo quebrado apenas pelo tique-taque de um relógio de parede antigo. As palavras de Eleonor da noite anterior ainda vibravam em seus ouvidos como um aviso profético. — "Solari e Verto decidirão a hora de parar de se esconder..." Ela caminhava de um lado para o outro sobre o tapete pesado. A revelação que recebera, o vislumbre de toda a vida na alcateia, as batalhas e o amor selvagem, não eram apenas um sonho. Era o presente de sua mãe, Atena. Ellen percebeu que a mãe não a estava manipulando, mas sim devolvendo-lhe o poder de escolha. Ela vira o futuro, conhecia as dores e as glórias, e agora tinha o direito de decidir: aceitaria aquele destino ou traçaria um caminho completamente novo na Vila de Lolin? Ellen parou diante do espelho. Ela via a mesma mulher do vislumbre, mas seus olhos agora brilhavam com uma determinação fria. Se Roger estava no quarto ao lado, ele ainda não sabia que ela conhecia o lobo Verto q
De mãos dadas, Ellen e Gabriel deixaram o silêncio sagrado da biblioteca. O calor da profecia — a promessa daquela filha que uniria os mundos — ainda vibrava entre eles. Ao entrarem no salão principal do casarão, encontraram Leon à espera, com seu olhar sábio de quem já sabia que o reencontro com Atena tinha mudado tudo. — "Os preparativos precisam começar," disse Ellen, assumindo sua postura de Luna. "O casamento de Lalinha e Roger será o símbolo do nosso novo tempo." Ellen convocou as governantas e funcionários da mansão. As ordens eram claras: agilizar os tecidos, as flores e o banquete. O clima era de uma urgência alegre. No entanto, um mensageiro da alcateia entrou apressado, interrompendo as instruções. — "Senhora, o povo a espera no pátio. Eles precisam ver a sua luz." Ao chegar ao salão principal, Ellen viu centenas de rostos. Um grupo de mulheres da alcateia deu um passo à frente. Elas não carregavam armas, mas flores e ramos de oliveira. — "Obrigada, Luna. Obrigada,
Era Atena. No instante em que seus olhos se cruzaram, uma represa se rompeu na mente de Ellen. As memórias, antes trancadas em um esquecimento forçado, inundaram seus sentidos como uma avalanche: Ela se lembrou de quando era menina e atravessava o portal para o mundo paralelo como se cruzasse a rua. Lembrou-se das brincadeiras de esconde-esconde com o pai e dos beijos de boa noite de Atena, que cheiravam a flores de outro reino. Lembrou-se do dia em que a magia foi selada para sua própria proteção, fazendo-a esquecer de onde viera para que pudesse sobreviver na Terra.Mas a memória mais vibrante foi o encontro com o homem que agora a segurava. Ellen soltou uma risada entre as lágrimas ao se lembrar da cena real, longe da seriedade dos títulos de Luna e Comandante.Eles se conheceram em uma noite de juventude e rebeldia, em um bar que parecia comum, mas onde o destino já operava. Ambos estavam completamente bêbados, rindo de piadas que ninguém mais entendia. Gabriel, mesmo camba










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