O silêncio dentro da van parecia mais alto do que qualquer conversa poderia ser. As luzes da cidade passavam pela janela como faixas de luz cortando o escuro, e eu me peguei observando meu próprio reflexo — não por vaidade, mas porque sentia que não era mais a mesma mulher que embarcou nessa viagem.
Dante estava ao meu lado, concentrado, com aquela postura impecável que era quase irritante. Ele não falava, mas a presença dele já era suficiente para encher o espaço — forte, elegante, calculada.