O silêncio entre nós parecia uma corda tensa, prestes a arrebentar. Os passos de Dante ecoavam pelo piso de mármore, e cada batida parecia acompanhar o ritmo acelerado da minha respiração. Ele não dizia nada, mas a tensão no ar era tão densa que quase parecia ter forma.
Desde o início do contrato, Dante mantinha distância — frio, controlado, inalcançável. Mas naquela noite havia algo diferente. O olhar dele já não era apenas análise; era fogo contido, algo perigoso.
— Está com medo, Isabela? —