A manhã seguinte não teve o mesmo peso da noite anterior — teve mais.
Não havia caos externo, nem vozes elevadas, nem perguntas diretas.
Era pior: havia estratégia.
Isabella acordou cedo. Não porque não conseguia dormir, mas porque sabia que o tempo agora era uma peça, e ela não podia desperdiçar nenhuma.
Tomou café sozinha, sentada à bancada de mármore, enquanto observava o cartão preto que agora repousava ao lado da xícara.
Aquilo não era um objeto.
Era uma ameaça.
Era um aviso.
Era um convite para um território onde erro não significava arrependimento — significava fim.
Quando os passos firmes se aproximaram, ela já sabia que era Dante. Reconheceria aquele ritmo em qualquer lugar — constante, controlado, perigoso.
— Você não desligou a mente desde ontem — ele disse, pegando uma xícara também.
— Você acha que eu deveria? — ela perguntou, sem tirar os olhos do cartão.
Ele não respondeu. Não precisava.
Ela virou para ele:
— Esse símbolo… você nunca mencionou.
— Porque não deveria exis