O prédio parecia diferente naquela manhã — como se a tensão impregnada nas paredes estivesse prestes a estourar. O corredor estava silencioso demais, atento demais. E assim que Isabella entrou, olhares se viraram. Não olhares curiosos como antes — mas olhares que diziam:
“Ela voltou. E algo mudou.”
Matteo a esperava perto do elevador, segurando uma pasta azul escura.
— Você causou um terremoto ontem. — ele comentou, entregando o documento.
— Era necessário. — Isabella respondeu, firme.
— Eu sei. — Ele sorriu. — E, pra deixar claro… tô do seu lado.
Ela segurou a pasta com mais firmeza. Era um apoio simples — mas naquele momento, valia ouro.
Quando entraram na sala do comitê, Pietro já estava lá. Dante também, sentado à esquerda, lendo algo no tablet. Ele levantou o olhar assim que Isabella entrou — e a troca silenciosa que se seguiu foi quase elétrica: foco, confiança… e algo mais profundo, ainda crescendo.
— Vamos começar. — Pietro declarou.
Desta vez, Isabella sentou à mesa,