Foram oito dias.
Oito dias de ausência.
Oito dias de silêncio absoluto.
Oito dias em que o mundo continuou respirando — mas algo nele ficou suspenso, desalinhado, esperando.
Dante viveu cada um desses dias como se fosse guerra.
Porque era.
Não com armas.
Mas com informação.
Com suspeita.
Com antecipação.
E com algo que ele odiava admitir: esperança.
A chuva começara sem aviso naquela sexta-feira à noite, arrastando consigo o tipo de frio que não tocava só a pele — mas a memória.
O prédio de Dante estava silencioso, protegido por segurança reforçada, protocolos ativados, tudo em alerta máximo.
E ainda assim…
Quando o elevador abriu no último andar, ninguém o tinha chamado.
Nenhum sensor indicara aproximação.
Nenhum registro mostrava entrada.
Mas as portas se abriram — devagar — como se respeitassem o que vinha atrás delas.
Dante ergueu os olhos.
Por um segundo, ele achou que estava imaginando. Outro truque da mente cansada.
Mas não era.
Ela est