Por um momento, Dante não disse nada.
Não porque faltavam palavras — mas porque parecia estar avaliando Isabella como alguém que finalmente cruzara de observadora para participante. Seu olhar já não carregava cautela… mas expectativa.
— Então vamos começar — ele disse.
Isabella aproximou-se da mesa, seus olhos varrendo telas, mapas, siglas, símbolos criptografados e imagens que se alternavam tão rápido que pareciam vivas.
Havia pastas digitais com datas. Linhas vermelhas ligando acontecimentos distantes como se fossem inevitáveis. Relatórios com nomes que desapareciam e reapareciam como se o mundo fosse um tabuleiro cheio de peças escondidas.
E então ela percebeu algo.
No centro da projeção, além do mapa, havia um símbolo — geométrico, preciso, quase hipnótico.
Ela já o tinha visto antes.
— Esse símbolo… — murmurou.
Dante inclinou-se levemente.
— Onde você lembra dele?
Ela piscou, lentamente.
As lembranças vieram como flashes — rápidos demais, mas nítidos o suf