Quando Isabella entrou novamente no prédio corporativo, na manhã seguinte, algo estava diferente.
Não era o ambiente, nem as pessoas — era ela.
O olhar dos funcionários seguia seus passos como se ela fosse uma presença nova, importante… ou perigosa. Alguns desviavam o olhar rápido demais. Outros observavam com curiosidade contida. Apenas Luca, sentado próximo ao corredor principal, não pareceu surpreso ao vê-la.
Ele levantou.
— Pensei que talvez você não voltasse hoje.
Ela segurou a alça da bolsa com firmeza.
— Eu não corro de perguntas — respondeu.
— Nem de respostas — ele completou, quase como se adivinhasse os pensamentos dela.
O elevador chegou, mas antes que as portas se abrissem por completo, uma mensagem vibrou no celular de Luca. Ele leu rapidamente — o semblante mudando.
— Ele quer você na sala 03.
Não "o senhor". Não "Dante". Apenas ele.
Porque naquele ambiente, aparentemente, bastava uma palavra para identificar quem era o poder ali.
Isabella entrou no elevador.