O som do elevador parecia alto demais para o espaço pequeno onde Isabela e Dante estavam. Não havia discussão, não havia acusações — apenas um silêncio denso, quase palpável. Um silêncio que não vinha do vazio, mas do excesso.
A porta abriu no último andar, e os dois saíram sem trocar uma palavra. A equipe já aguardava na sala de reuniões principal, e alguns olhares foram lançados em direção aos dois. Ninguém ousou comentar. Mesmo que tentassem fingir normalidade, era impossível ignorar que o clima havia mudado.
Helena estava sentada à cabeceira, revisando documentos. Quando viu os dois entrarem, levantou-se imediatamente.
— Finalmente — disse ela, com um tom neutro demais para não estar carregado. — Temos muito a discutir.
Isabela sentou-se primeiro. Dante demorou alguns segundos, como se cada gesto precisasse ser pensado.
Helena distribuiu os relatórios. Isabela folheou rapidamente, tentando se concentrar, mas as palavras pareciam desorganizadas, como se sua mente não estivesse