A manhã seguinte começou antes que Isabela realmente despertasse. A luz suave filtrava pela cortina do hotel, criando um tom dourado no quarto — calmo demais para a intensidade que ainda pulsava nela.
Ela abriu os olhos devagar, respirando fundo como se precisasse convencer o corpo de que aquele dia era real. Não tinha sido nada grandioso, nada ousado — e ainda assim, aquele toque de mãos parecia ter marcado território dentro dela.
Sentou-se na cama, passou a mão pelo rosto e depois nos cabelos, tentando organizar pensamentos antes de organizar sentimentos — algo que nunca funcionava na ordem que pretendia.
O celular vibrou na mesa de cabeceira.
Uma mensagem.
Sem nome salvo.
Mas ela já sabia quem era.
"Sala de conferência. Andar 12. 15 minutos."
Nenhum bom dia.
Nenhuma justificativa.
Nenhuma explicação.
Só instrução.
Só Dante.
Ela inspirou fundo e levantou.
Vinte minutos depois, Isabela caminhava pelo corredor do décimo segundo andar com passos calculados — não porque es