Eu não conseguia dormir naquela noite.
O beijo dele — aquele primeiro toque proibido — ainda ardia nos meus lábios como uma marca invisível. Não era apenas lembrança. Era presença. Era promessa. Era aviso.
Fechei os olhos tentando ignorar o desejo latejante no meu corpo, mas quanto mais tentava, mais ele tomava espaço. Dante havia mexido em algo que eu jurava estar bem trancado: minha necessidade de sentir — não apenas pensar. Dormir tornou-se impossível.
Quando finalmente o relógio marco