O quarto estava silencioso, iluminado apenas pela luz baixa que vinha de um abajur ao lado da cama. A chuva fina batia contra o vidro da varanda, criando um ritmo quase hipnótico. Eu deveria estar dormindo. Deveria ter colocado uma barreira entre nós depois do que aconteceu mais cedo. Mas não havia mais espaço para o “deveria”.
Eu estava sentada na poltrona, pernas cruzadas, tentando parecer calma quando tudo dentro de mim era tempestade. Dante saiu do banheiro com a mesma tranquilidade de semp