Mundo de ficçãoIniciar sessãoAlina
Enxuguei meu rosto sem saber o que me esperava. A camisola branca nupcial parecia uma mortalha. Olhei-me no espelho do quarto, minha face aterrorizada; inspirei fundo, tentando me acalmar. Minha loba enviou vibrações de força, lembrando-me de que não enfrentaria tudo sozinha. A porta finalmente se abriu. Eric entrou. Seus olhos azul-acinzentados pareciam ter escurecido. Baixei a cabeça; não havia mais remédio, apenas enfrentar meu destino. Segurei a barra da camisola com força, sentindo os dedos doerem. Seu dedo se colocou sob meu queixo, levantando meu rosto. Ele me deu um beijo nos lábios, que eu não correspondi, ficando parada. Ele me rodeou como um lobo observando sua presa, parou junto aos meus cabelos e começou a desfazer a grande trança negra devagar, suas mãos roçando minhas costas esporadicamente. Quando meu cabelo se soltou por completo, ele voltou à minha frente. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto, e ele a deteve no caminho com o nó do seu dedo indicador. — Não dificulte mais do que o necessário a nossa situação, Alina. Ele acariciou meu rosto e colocou meus cabelos atrás da orelha com delicadeza. Fiquei parada, em silêncio absoluto, encarando-o. Eric passou a ponta dos dedos pelo contorno do meu rosto, desceu até meus braços com a leveza de uma pluma. Quando empurrou as finas alças da camisola pelos meus ombros, fazendo-a escorregar, baixei o olhar e cruzei os braços cobrindo os seios. Ele os segurou e os baixou gentilmente, balançando a cabeça em negativa. Comecei a tremer, não de frio, mas de nervosismo. Ele aproximou-se, tocando minha nuca e descendo lentamente, explorando até o limite do aceitável. Repetiu o gesto algumas vezes, cada vez mais audacioso, até que a mão percorreu meu ventre e subiu lateralmente ao seio. Desceu novamente, pegando meu seio de baixo para cima, o polegar massageando o bico algumas vezes. Seus olhos fixos nos meus, atentos a cada suspiro, faziam-me sentir nua, além da roupa, como se ele quisesse desvendar minha alma — algo que jamais teria. Sua mão deslizou até minha intimidade com leveza, fazendo círculos perfeitos. Mordi o lábio, resoluta a não lhe dar nenhuma satisfação. Ele introduziu um dedo, sentindo a umidade. Um sorriso satisfeito surgiu em seu rosto. — Não?- seu tom de voz rouco me enviando uma sensação desconhecida. Um tremor correu pelo meu corpo. — Sim... — sussurrei. Ele se afastou e começou a despir-se. Engoli em seco. Eric tinha um membro enorme, ereto, a cabeça inchada e vermelha já vazava desejo. Deitei-me na cama. Ele puxou-me pelos pés para a beira, abrindo minhas pernas e expondo minha intimidade. Lambeu-me de cima a baixo, fazendo-me fechar as pernas instintivamente, mas ele as segurou abertas e continuou sua tortura. Mordi os lábios, segurando forte o lençol. Um choque percorreu meu corpo, espalhando espasmos. Transformei meus lábios numa linha fina, prendendo-os com os dentes até sangrar. — Vamos ver por quanto tempo seu silêncio durará Alina. Meu nome em sua boca soava diferente. Ele começou a se introduzir em mim. Estava úmida pelo clímax que eu acabara de ter, entrou até quase o meio, comecei a senti uma dor intensa; quando estava pela metade, desisti. — Para, para, por favor, não aguento mais. — Lágrimas escorriam pelo meu rosto. Ele ficou imóvel. — Sabe que precisamos consumar para validar o contrato não é? Agarrei-me à sua nuca, decidida, cruzei a perna em sua cintura, preparando-me. Ele me segurou seu olhar no meu, investiu de uma vez, fazendo-me gritar alto, como um cão sendo chutado. Ele se retirou se massageou com movimentos rítmicos em cima do meu ventre, até que sua essência espirrou em minha barriga. Eric me soltou lentamente. Fui ao canto da cama, tremendo, e me cobri até as orelhas, pedindo à deusa que ele não quisesse começar isso novamente. Senti o colchão afundar ao meu lado. Ele tinha uma pomada na mão e a entregou, vestiu suas roupas e saiu do quarto.. Passei a pomada na minha intimidade e, com o tempo, a dor diminuiu. Observei a mancha de sangue no lençol. A prova silenciosa de um vínculo que eu não podia desfazer. Agora, eu pertencia a ele. Um vínculo de companheira escolhida começava a se formar; , naquele instante, encarei aquilo como o início de um jogo. Se eu quisesse vencer, teria que manter a cabeça no lugar… ou acabaria presa a ele e a esse território pelo resto da vida.






