Mundo de ficçãoIniciar sessãoEric
Gritos e choros se misturavam a súplicas por clemência, espalhando-se por todos os lados. — Retirem as fêmeas e os pequenos. Os machos, alinhem-se na beira da praça até o Beta Real chegar. Quanto à liderança… tragam todos para o centro. Chamam-me de Alfa Infernal. Quando apareço, o inferno segue comigo. Sou a mão que conduz a lâmina do Rei Lucien. Não questiono a sentença… apenas a executo. Minha presença em uma alcateia significa apenas uma coisa: alguém será condenado. — Olhem bem: o Alfa, o Beta e o Gama da alcateia. — apontou meu guerreiro, colocando-os cambaleando de joelhos enquanto os membros observavam. Com um gesto frio, minhas garras cortaram cabeça por cabeça dos machos ajoelhados. O sangue jorrou em manchas que se misturaram aos pés, enquanto seus corpos lutavam contra a morte… até finalmente caírem imóveis. O cheiro de pavor dos machos presentes era intenso, exatamente como previsto. Um aviso mortal para qualquer um que se considere acima da lei. — Deixem todos eles aqui, impotentes, contemplando a cena, até que o Beta Amiel escolha os novos líderes. O celular alertou com um leve bip. Abri apressada, imaginando que fosse sobre a missão, mas meu suspiro denunciou a decepção: — Preciso que venha até aqui. Seu pai quer uma nova Luna. — a mensagem era do Rei Lucien. Inferno… ele realmente transformou esse assunto em espetáculo público. Sem trocar de roupa, entrei no carro e segui para o palácio. Vinte e oito anos e meu pai ainda insiste em se meter na minha vida. Desço do carro no pátio e sigo pelos estreitos corredores de pedra até o escritório real. Dois guerreiros vigiam a porta do Rei, abrindo passagem assim que me avistam. — Meu Rei — digo, inclinando-me em reverência, expondo meu pescoço, a parte mais vulnerável de um lobo, a fraqueza que todo lobo protege. No escritório, o Rei permanecia em seu lugar habitual, o Gama Antero observava tudo do canto, e meu pai estava sentado à sua frente, encarando o Rei. — Fique à vontade, Eric. — Ele fez um gesto, indicando que eu me sentasse na cadeira vazia ao lado do meu pai. — Tome! — Gama Antero me ofereceu a toalha úmida. Limpei o sangue seco, mantendo a calma, esperando a sentença. — Seu pai disse que as lobas estão insatisfeitas, querendo uma Luna que cuide de seus interesses. — E querem que eu escolha uma delas, claro — respondi, com um sorriso ácido, observando sua cara astuta — mas qualquer uma que eu escolher vai piorar tudo. Então… por que o senhor não se casa de novo e resolve o problema por conta própria? — Eu já tive uma Luna, já tenho três herdeiros… agora é sua vez. — Ah, ótimo. E tem mais dois filhos na conta, pai. — Gêmeos, Eric… e você quer que eu quebre meu coração escolhendo apenas um? Apertei o maxilar. — Lutem. O vencedor fica com o título de alfa. Sorteio, jogo de cara ou coroa… eu. Não. Ligo. — Está pensando em fazer seus irmãos se engalfinharem pelo resto da vida? — rosnou baixo para mim. — Sabe muito bem que fêmeas com capacidade de Luna simplesmente não me olham duas vezes. Sabe que nenhum pai ofereceria sua filha a mim por livre vontade. — Isso já faz dez anos… não vai conseguir continuar assim para sempre. — Gama Antero e o Rei se entreolhavam. — Ah, claro… meu currículo, desde então, só subiu de nível, não é mesmo? — falei, lançando a toalha ensanguentada no lixo. — E eu tenho fêmeas. — Quero dizer uma fêmea que preste. Que não sirva só para foder. O Rei pigarreou. — Alaor, ele não está totalmente errado… que pai zeloso, amoroso e cuidadoso entregaria a própria filha a um lobo perigoso, com histórico de mortes e um currículo amoroso mais movimentado que feira humana em dia de sábado? Isso era uma defesa ou um xingamento? O sorriso ladino do meu pai… definitivamente, se tornou o momento mais aterrorizante do meu dia. — Uma fêmea apareceu.






