Andrew
Acordo antes do sol nascer. Não é dor que me desperta dessa vez. Nem o aperto no peito, nem a falta de ar. É um som baixo, quase um resmungo, vindo do berço ao lado da cama.
Dustyn.
Viro o rosto devagar, como se qualquer movimento brusco pudesse quebrar aquele momento. Ele está acordado, os olhos ainda meio perdidos, a boquinha fazendo um biquinho impaciente.
— Bom dia, campeão… — sussurro.
Ruby dorme profundamente. O rosto dela está cansado, mas sereno. Não quero acordá-la. Estico o braço, pego o Dustyn com cuidado e o trago para perto do peito.
O calorzinho dele me atinge de um jeito estranho. Bom. Forte. Real.
— Calma… papai está aqui.
Ele se mexe, resmunga mais alto. O choro ameaça sair. Eu balanço o corpo devagar, como vi Ruby fazer tantas vezes nesses últimos dias.
— Shhh… eu sei… eu também acordei sem entender nada hoje.
Ele não chora. Apenas se acomoda, encostando o rosto pequeno no meu pescoço. Meu peito aperta. Não de dor. De medo. De amor. De tudo junto.
Levo ele até