RubyDois meses. Sessenta dias morando naquela mansão cinza e silenciosa, dormindo sozinha naquela cama enorme, acordando com o lado dele sempre frio e intocado. Ethan cumpriu cada palavra da noite de núpcias: nunca me tocou. Nem um beijo no rosto, nem um abraço rápido, nem mesmo um toque acidental. Nada.Mas ele também não me tratava mal. Pelo contrário. No dia seguinte ao casamento, já havia um cartão black com meu nome em cima da cômoda, limite ilimitado. Um Mercedes preto com motorista esperando na porta toda manhã. Quatro seguranças que me seguiam para todo canto sem eu pedir. Quando fiz vinte e dois anos, três semanas depois do casamento, um buquê de cem rosas vermelhas apareceu na sala com um cartão que só dizia:— “Parabéns. E.”. — Sem beijo, sem abraço, sem festa. Só as flores e o ponto final.Eu tentava entender aquele homem. Às vezes, tarde da noite, eu ouvia a voz dele no corredor, falando baixo no telefone. E ele ria. Um riso rouco, verdadeiro, que nunca saiu pra mim. E
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