Ruby
O portão da mansão se abre devagar, e eu sinto como se estivesse entrando em um lugar novo, mesmo sendo a mesma casa de sempre.
Depois de uma semana no hospital, voltar pra casa com o Dustyn nos braços parece surreal. Meu corpo ainda dói, meus pensamentos ainda estão confusos, mas existe algo diferente no ar. A casa está mais viva. Mais quente. Como se tivesse aprendido a respirar junto com a gente.
Andrew entra primeiro, carregando nosso filho com um cuidado quase exagerado. Ele segura o Dustyn como se fosse feito de vidro. Ou como se tivesse medo de que o mundo resolvesse roubá-lo a qualquer segundo.
— Ele é pequeno demais pra um homem do meu tamanho. — Andrew diz, olhando para o bebê com um sorriso bobo que eu nunca tinha visto antes.
Eu rio baixo, fechando a porta atrás de nós.
— E tem o mesmo temperamento. — respondo. — Já manda em todo mundo sem abrir os olhos.
Andrew solta um riso fraco, mas verdadeiro, e inclina o rosto para beijar o topo da cabeça do Dustyn.
— Isso é her