Bruna saiu do Hanok com passos lentos, como quem teme romper o encanto ao atravessar a soleira. A brisa vinda do mar a envolveu, erguendo a barra do vestido de algodão e arrepiando sua pele quente. Caminhou pela rua de areia batida, os pés descalços buscando o frescor da noite, mas o calor que ardia dentro de si era imune ao vento.
Ela sabia que deveria apenas seguir em frente, esquecer aquele olhar, aquela voz, aquele sorriso inclinado que parecia sempre saber mais do que