O templo ruía em silêncio.
O ar pesava como chumbo, saturado de cinzas e magia quebrada.
O chão, rachado e úmido, ainda pulsava em alguns pontos — como se a própria terra respirasse, corrompida.
Selena estava de pé por milagre.
Ou por puro instinto de sobrevivência.
À frente, Rurik era mais sombra do que homem.
Seu corpo nu, coberto de arranhões, marcas de garras e lama, se contraía com cada respiração.
As pupilas douradas oscilavam entre a racionalidade e a fome.
E mesmo em silêncio, ele parec