O ar cortava meu focinho com a suavidade de uma promessa. A noite ainda envolvia a floresta com sua névoa prateada, e cada passo sobre a terra úmida parecia mais leve do que o anterior. Corria livre, com o vento beijando meu pelo branco, e sentia Alex logo atrás de mim, seu lobo gigante e negro deslizando entre as árvores como uma sombra protetora.
—Você está rindo.
A voz dele ecoou na minha mente com aquela calma rouca que sempre me fazia estremecer.
—Talvez porque estou ganhando.— Respondi, s