A dor rasgava por dentro.
Aurora correu pela floresta como se fugisse de algo — ou dela mesma. As visões voltavam em flashes: olhos negros, braços fortes, uma criança chamando seu nome, sangue, água, gritos.
Ela tropeçou. Caiu de joelhos. As mãos afundadas na terra.
A Lua brilhava intensa acima de sua cabeça, pulsando com uma luz diferente. A marca em seu ombro queimava, latejava como se estivesse viva.
Ela apertou o peito.
— Eu não consigo mais… — murmurou, com a voz embargada.
O vento