— Saia daqui, Dante — sibilei, apertando o lençol contra meu peito, sentindo meu rosto queimando de vergonha… de raiva… e de algo que eu me recusava a nomear.
Ele deu dois passos firmes em direção à cama, cruzando os braços.
— Este quarto também é meu, Isadora.
Engasguei com o próprio ar. O cheiro dele já tomava conta do ambiente, madeira, couro, e aquele perfume amadeirado que parecia cruelmente calculado para me desarmar. Aquele cabelo desfeito, a blusa branca marcando o seu corpo.
— Tudo iss