ISADORA TAVARES
Se alguém me dissesse anos atrás que eu terminaria assim — deitada num campo florido, com um bebê mamando em meu peito, outro chutando o barrigão e o mais velho correndo atrás do pai no meio do pomar — eu teria rido. Ou chorado. Talvez os dois.
Mas aqui estou.
Vivendo uma paz que parecia impossível.
Sendo chamada de “mamãe” vinte vezes por hora.
Amada de um jeito que ainda me parece surreal.
Dante construiu uma casa com as próprias mãos — ou melhor, com a força da vontade dele.