Isadora Alencar
Eu sempre vi um Dante forte. Rígido. Incurvável. Ele se escondia atrás de uma postura impenetrável, mas seus olhos… ah, os olhos dele sempre o entregaram. Ou talvez fosse apenas eu que tivesse atravessado as barreiras que ele tentava manter de pé — muros que ele mesmo já não conseguia sustentar diante de mim.
E quando ele desabou no meu ombro, entre soluços sufocados e perguntas sem resposta, algo em mim mudou. Foi ali que eu compreendi. A dor do filho esquecido, apagado da memó