Entre o Sangue e o Vínculo
A primeira coisa que sinto é o gosto metálico na língua. Não é meu sangue — é dele. De Rafael. Do Supremo. De Zahor. É como se a essência dele, quente, densa, ancestral, tivesse entrado em mim não apenas pela boca, mas por todas as partes do meu corpo. Sinto-a pulsar nos meus pulsos, espalhar-se pelo peito, subir pela garganta e descer pelo ventre, como um trovão que encontra mil caminhos possíveis até finalmente se decidir por todos eles ao mesmo tempo.
Meu corpo tre