A luz não me queimou.
Ela me atravessou.
Quando toquei o Coração da Lua e ele respondeu, não houve explosão destrutiva. Houve reconhecimento. A energia subiu pelo meu braço como rio prateado em cheia, invadiu meu peito e se espalhou pelos meus ossos, como se cada célula minha tivesse esperado séculos por aquele exato instante.
Eu não estava segurando o Coração.
Ele estava me segurando.
O chão tremeu, mas não em colapso. Era como se Solaria estivesse se espreguiçando após um sono longo demais.
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